sábado, 9 de abril de 2016

Jornada inútil



"A jornada à cruz deve ser a última jornada inútil" (T-4, introdução, 3: 1). O foco na crucificação é um prato cheio para o ego. Realça que o Filho de Deus pode ser atacado e morto. Tanto ferir quanto ser ferido são enredos ilusórios de separação. Ninguém tem poder de ferir e ninguém, em essência, é vítima do ataque alheio. Cristo é invulnerável, pois repousa em sua natureza serena e íntegra. Só em pesadelos o Filho de Deus pode sofrer dano e crer que isso seja real. O Espírito Santo nos ensina que qualquer tipo de perda é um embuste. Somos perfeitos e completos. O semblante justo que devolvemos ao mundo, portanto, é confiante e pleno. Quando lúcidos, não há coroa de espinhos que possa nos abalar. A ênfase na cruz não é necessária, pois Cristo jamais sofreu.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Mente livre



"Tu não podes resolver o problema da autoridade desprezando o poder da tua mente" (T-3, VII, 2:1). Somos o Filho de Deus. Nossa verdadeira identidade não pode ser maculada. É pra sempre íntegra, plena e inocente. Ainda sim, nossa mente tem total liberdade de vibrar como quiser.  Podemos sonhar toda sorte de ilusões. Não somos proibidos de nada. O sonho do ego nasceu como negação de Deus: uma tentativa de destroná-Lo. No entanto, o Pai e o Filho são um só. Não existe separação de verdade. O Espírito Santo não interfere em nosso poder de escolha em sonhar o impossível, nos estimulando a perceber que nossa mente é tão livre e poderosa como Cristo.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Julgar é perder a paz



"Escolher julgar ao invés de conhecer é a causa da perda da paz" (T-3, VI, 2: 1). Nossa percepção contém as projeções do ego. Tendemos a lançar culpa sobre os outros, porque, no íntimo nos sentimos culpados a respeito de Deus. Esse é o problema da autoridade. Acreditamos que ferimos o Pai no instante em que passamos a sonhar sobre o impossível: ser um eu separado. Em consequência, projetamos essa culpa inconsciente, julgando os outros. Mas isso não resolve o problema. Aliás, o mantém exatamente no mesmo lugar: no interior de nossa mente. A saída é perceber com inocência. Deus não está zangado. O sonho da separação não passa de um sonho e, portanto, nenhuma culpa é justificada. Assim, abrimos espaço pra rever o conhecimento, que nos envolve em nossa verdadeira natureza pura e unificada.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Já somos plenos



"Quando fazes alguma coisa para preencher uma falta percebida, estas demonstrando tacitamente que acreditas na separação (...). A inventividade é um esforço desperdiçado mesmo na sua forma mais engenhosa" (T-3, V, 2: 4 e 7). Qual a necessidade que temos além de Deus? Em essência, nenhuma. Contudo, quando nos identificamos com a separação, projetamos um universo inteiro que reflete um jogo de falta. Em consequência, ficamos correndo atrás de  coisas que pareçam nos preencher. Tais ilusões podem ser inventivas e engenhosas. Porém, o sentimento de vazio decorre de uma única causa: a crença na separação. Enquanto não a desfazemos, caímos na armadilha de buscar e não encontrar. A solução é mais simples: o Filho de Deus continua unido ao Pai e, portanto, jamais deixou de ser íntegro. Não precisa incorrer numa busca desesperada e inútil, pois segue pleno como sempre.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Símbolos de transição



"Tu podes ter tua mente disposta ao que é certo ou errado e até mesmo isso está sujeito a graus, demonstrando claramente que o conhecimento não está envolvido" (T-3, IV, 4: 2). Jamais nos dissociamos completamente do Espírito. "Mesmo na criação errada a mente está afirmando sua Fonte ou simplesmente deixaria de ser" (T-3, IV, 5: 10). Quando identificados com o ego, fazemos ilusões. Quando identificados com o Espírito Santo, estendemos amor. Nosso foco neste momento é cultivar a percepção correta que, embora ainda seja um sonho, abre caminho pro despertar. A natureza do Espírito é criar infinitamente. Mas essa criação se assemelha a um expandir e nada tem a ver com a forma. Enquanto estamos sonhando, porém, Cristo nos ajuda a eleger símbolos de integridade para refletir a beleza do Céu. Esses símbolos nos ajudam a lembrar nossa natureza eterna e inocente. Em si mesmos são meras representações, mas o conteúdo que carregam é verdadeiro. Quando cumprem sua função, tornam-se desnecessários.