sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O fim de todos os conflitos

O ego só existe quando há enredo.
E o enredo precisa de conflito.
Começamos a compreender a dinâmica do sonho neste ponto:
nós, inconscientemente, buscamos o conflito.
Porque, sem o drama, como nosso ego poderia se sentir vitimizado ou especial? 
Já o Espírito nada opõe. Ele é a própria realidade e não tem contra o que lutar. É uno. Está para além de todo enredo, conflito ou drama.
A verdade não combate ilusões. A verdade é. 
O Espírito, portanto, é perfeita paz.
É livre por natureza. Ele nem sequer se opõe ao conflito. Pois, no interior do Espírito, o conflito não existe.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Curar o sonho - estudo do capítulo 4

O sonhador que duvida da realidade do seu sonho, enquanto ainda está sonhando, não está realmente curando a sua mente dividida. (T-4, I, 4: 3).

Negar a consistência do sonho não é o mesmo que transformar a mente. Negar este mundo pode ser feito de modo intelectual e lógico, contudo não é o suficiente para liberar o conteúdo de ataque inconsciente da mente. Só o processo de perdão é efetivo no sentido de permitir que o Espírito Santo dê um novo significado aos símbolos do sonho, preparando a mente para o despertar. A aplicação universal do perdão a todos os seres e a todas as situações nos conduz ao caminho de casa. O perdão é o processo de aceitação da inocência de todas as coisas, compreendidas como projeção de nossa própria mente.   


quarta-feira, 8 de março de 2017

O Espírito é, o ego tenta ser - estudo do capítulo 4

O espírito não precisa ser ensinado, mas o ego tem que ser. O aprendizado é, em última instância, percebido como assustador porque conduz ao abandono e não à destruição do ego à luz do espírito. (T-4, I, 3, 1).

Nossa essência é espírito. Lembrando que aqui esse termo se refere à unidade, não à projeção de um corpo individual em qualquer outra dimensão. No despertar, repousamos sem esforço algum. Não há artifícios. Quando não fortalecemos nenhum tipo de ilusão, nosso ser já é pleno. Nada precisa acrescentar, descobrir ou saber. No entanto, como já vimos, nossa mente se identificou  com um sonho de separação. O ego, como símbolo principal deste sonho, precisa ser reforçado constantemente, uma vez que é artificial. Ele não existe, assim como todos os outros símbolos deste mundo. Em resumo, a verdade é. A ilusão tenta ser, por isso a quantidade imensa de esforço para sustentar algo que seja irreal.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Liberação do ego - estudo do capítulo 4

O espírito não precisa ser ensinado, mas o ego tem que ser. O aprendizado é, em última instância, percebido como assustador, porque conduz ao abandono e não à destruição do ego à luz do espírito (T-4, I, 3: 1-2)

O Espírito é natural. O ego é uma invenção. Para crer no ego, precisamos crer em diversas ilusões sobrepostas. Já o Espírito é nossa casa. Não precisa de artifícios. Ninguém tem necessidade de aprender o que já seja natural. No processo de despertar, o ego é iluminado pelo Espírito Santo. Então, é reconhecido pelo que é: uma ilusão. Nem boa, nem má. Totalmente impecável como todas as outras ilusões. Esse processo pode gerar medo, em princípio. Por algum tempo, ainda acreditaremos que o ego seja nossa verdadeira identidade. E lançar luz sobre ele é revelar o quanto ele é fictício. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Briga pela forma - comentários

É muito comum que nós estudantes acabemos usando a teoria do curso como justificativa para o julgamento. O ego sempre usa qualquer forma no intuito de separar. Mas a prática do curso não se atém à linguagem. Claro que ele tem sua forma específica. No entanto, não foca no símbolo e sim no conteúdo da mente. Usar a metafísica ou mesmo o conceito de perdão para segregar é um equívoco comum. Não são as palavras que curam e sim o propósito. O trabalhador de milagres foca em sua própria Expiação. Não precisa ensinar ninguém. Quando ouvimos a Voz do Espírito Santo vemos nossas semelhanças e qualquer jogo de separação cessa. Somos capazes, inclusive, de observar nosso ego em ação sem julgá-lo. Esse é o verdadeiro processo de perdão.   

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

sábado, 9 de abril de 2016

Jornada inútil - estudo do capítulo 4



A jornada à cruz deve ser a última jornada inútil (T-4, introdução, 3: 1).

O foco na crucificação é um prato cheio pro ego. O Filho de Deus não pode ser atacado ou morto. Ferir ou ser ferido são enredos ilusórios de separação. Cristo é invulnerável, pois repousa em sua natureza serena e íntegra. Só em pesadelos o Filho de Deus pode sofrer dano. O Espírito Santo nos ensina que qualquer tipo de perda é um embuste. Somos perfeitos e completos. O semblante justo que devolvemos ao mundo, portanto, é confiante e pleno. Quando lúcidos, não há coroa de espinhos. A ênfase na cruz não é necessária, pois Cristo jamais sofreu. Ele é o símbolo de que o sofrimento é uma ilusão.